FAZENDA DO POTREIRO – MAFRA SANTA CATARINA
Blog da criação do Telecentro na Fazenda do Potreiro em Mafra, SC.

dez
18

O que é o Programa GESAC?

O programa GESAC – Governo Eletrônico – Serviço de Atendimento ao Cidadão, do Governo Federal, tem como meta disponibilizar acesso à Internet e mais um conjunto de outros serviços de inclusão digital à comunidades excluídas do acesso e dos serviços vinculados à rede mundial de computadores. A Internet é hoje uma importante via de comunicação e de cidadania. Conhecer e fazer uso dessas tecnologias deve deixar de ser um privilégio de poucos para transformar-se em um extraordinário fator de promoção social, possibilitando, inclusive, abertura de oportunidades de trabalho para milhões de pessoas. No Programa GESAC serão beneficiadas prioritariamente as comunidades que apresentarem baixo IDH (Índice de Desenvolvimento Humano) e que estejam localizadas em regiões onde as redes de telecomunicações tradicionais não oferecem acesso local à internet em banda larga. Segundo pesquisa divulgada em setembro de 2003 pela ANATEL, somente 8% da população brasileira têm acesso à internet. Desse total, apenas 9,3% pertencem às classes C, D e E. Esse é o atual quadro da nossa exclusão digital. Contribuir para mudar esta realidade é o principal objetivo do programa. Não apenas levando o acesso à internet mas, provendo um conjunto de facilidades adicionais para que as comunidades explorem ao máximo todos estes recursos informacionais. O Governo acredita estar diante da oportunidade da criação de uma rede horizontal solidária de cooperação, que possibilite maior intercâmbio de informações, oportunidades para melhoria da vida, geração de cultura e de negócios. A implementação de projetos e políticas públicas na área social podem ser mais eficazes graças a esse canal de comunicação. No dia 16 de junho de 2003 foi disponibilizado o primeiro Ponto de Presença GESAC: no Colégio Estadual Belmiro Soares, cidade de Paranaiguara-GO. Quando em março de 2004 este número tinha alcançado 3.200 comunidades com o serviço GESAC, com média superior a 400 instalações por mês. Cerca de 22 mil computadores estão conectados na rede GESAC, e com comunicação à internet. Assim, as perspectivas é de atender um número superior de 6,4 milhões de pessoas. A conexão é estabelecida por meio de satélite, facilitando alcançar regiões onde ainda é raro encontrar possibilidade de conexão internet. Para um país continental e com grandes áreas sem acesso a qualquer tecnologia digital, só mesmo esse tipo de conexão permitiria interligar brasileiros de todas as partes do país sem as barreiras geográficas do território nacional.

dez
18

LINUX EDUCACIONAL

  • Características Técnicas: Baseado no Kubuntu 8.04
  • Suporte de Idiomas: Português
  • Núcleo do Sistema: Linux Ubuntu 2.6.24-22-generic
  • Ambiente Gráfico: Kde 3.5.10
  • Programas Instalados
  • Ferramentas de Produtividade:
  • BrOffice.org 2.4.1
  • Apresentação Eletrônica (Impress)
  • Banco de Dados (Base)
  • Desenho Vetorial (Draw)
  • Planilha Eletrônica (Calc)
  • Processador de Texto (Writer)
  • Visualizador de Arquivos PDF (KPDF)
  • Gráficos
  • Gerenciador de Fotos (digikam)
  • Programa de Captura de Tela (Ksnapchot
  • Programa de Digitalização & OCR (Kooka)
  • Programa de Pintura (Kolourpaint)
  • INTERNET
  • Navegador Web (Firefox 3.0)
  • Multimídia
  • Editor de Audio(Audacity)
  • Editor de Vídeo (Kdenlive)
  • Gravação de CD/DVD (K3b)
  • Reprodutor Multimídia (VLC)
  • Programas Educacionais
  • Kdeedu
  • Linguagem Logo (Kturtle)
  • Tabela periódica do elementos (kalzium)
  • Planetário Virtual (Kstars)
  • Treinamento em Geografia (Kgeography)
  • Aprender Alfabeto (Klettres)
  • Estudo das Formas Verbais do Espanhol (Kverbos)
  • Ferramenta de referência/estudo do japonês (Kiten)
  • Jogo de Forca (KhangMan)
  • Jogo de ordenação de letras (Kanagram)
  • Revisor de latim (Klatin)
  • Desenho de funções matemáticas (kmplot)
  • Exercício com frações (Kbruch)
  • Exercícios de porcentagens (Kpercentage)
  • Geometria Interativa (Klg)
  • Desenho (Tux paint)
  • Editor de Testes e exames (Keduca)
  • Jogo Simon Diz (blinKen)
  • Treinador de vocabulário (KwordQuiz)
  • Treinador de vocabulário (KvocTrain)
  • Tutor de Digitação (Ktouch)
  • Ferramenta de Busca
  • Barra Superior (EduBar)
  • Ferramentas de Acesso a Conteúdos (FBEdu)
dez
18

SOFTWARE LIVRE E SOFTWARE GRATUITO: A DIFERENÇA – SISTEMA OPERACIONAL GNU/Linux

O Linux, como é do conhecimento de todos os adeptos da computação, vem se tornando um sistema operacional cada vez mais presente em nossas vidas, mesmo que indiretamente. Uma das razões para isso é que, além de sua qualidade, ele é um sistema que proporciona baixo custo em implementações pelo simples motivo de ser gratuito. Assim como o próprio sistema, uma variedade enorme de softwares encontram-se disponíveis sem ser necessário pagar nada por eles. É aí que entra em cena uma contradição da qual muitos não se dão conta: “vamos instalar tais programas em nossos computadores, porque eles são livres, não iremos gastar praticamente nada…”. Não seria mais adequado dizer “vamos instalar tais programas porque eles são gratuitos”? Sim, com certeza seria, pois software livre e software gratuito não é a mesma coisa. Uma das grandes vantagens é a inexistência de vírus que possam atacar o sistema.

Software livre é um conceito de extrema importância no mundo da computação. De forma básica, quando um software é livre, significa que seu código-fonte está disponível para qualquer um e você pode alterá-lo para adequá-lo às suas necessidades, sem ter de pagar. Portanto, software livre é de fato gratuito, mas usar este termo somente para designar softwares sem custo é um erro grosseiro.

O software gratuito (freeware), por si só, é um software que você usa sem precisar pagar. Você não tem acesso ao seu código-fonte, portanto não pode alterá-lo ou simplesmente estudá-lo, somente pode usá-lo, da forma como ele foi disponibilizado. Isso deixa claro a diferença entre software livre e um sofware simplesmente gratuito. O software livre possui tanta importância que se não fosse assim o Linux não existiria ou ficaria restrito aos muros de uma universidade. Linus Torvalds, o “pai do Linux”, quando criou o sistema, não quis guardá-lo para si só. Quis montar um sistema que atendesse às suas necessidades, mas que também pudesse ser útil para mais alguém. Fez isso sem saber que estava acabando de “fundar” uma comunidade: a Comunidade Linux.

Essa comunidade consiste em um número enorme de programadores e colaboradores no mundo todo que trabalham com um único objetivo: ter um sistema operacional robusto, confiante, dinâmico, e que, principalmente, esteja ao alcance de todos. A idéia é muito simples: para ser um sistema ao alcance de todos, todos podem colaborar, mostrar suas idéias, participar! Uma cabeça não pensa melhor do que duas? Imagine milhares! O simples fato de utilizar o Linux também faz de você um integrante da comunidade.

Não é atoa que o Linux, a cada dia, vem conquistando novos usuários domésticos e cada vez mais atraindo empresas de todos os portes, que buscam um sistema confiante e barato. De quebra, podem alterá-lo para suprir suas necessidades e não precisam gastar com sistemas pagos e limitados.
Tudo isso tornou-se possível graças ao fato do Linux ser um sistema livre. Sua licença de uso é a GPL, sigla para GNU Public License e é uma das formas mais conhecidas de distribuição de programas. A maior parte dos softwares para Linux é baseada na licença GPL. Vale dizer que uma licença é um documento que permite o uso e distribuição de programas dentro de uma série de circunstâncias. É uma espécie de copyright (direitos autorais) que protege o proprietário do programa. Tendo copyright, o dono pode vender, doar, tornar freeware, enfim. A Microsoft por exemplo, atua assim. Você tem pagar (caro) pelos programas e não pode utilizar uma mesma cópia para mais de um computador.
Em nosso caso, a licença GPL faz exatamente o contrário. Ela permite que você copie o programa, instale em quantos computadores quiser, veja, estude, altere o código-fonte e não pague nada por isso. A GPL não é simplesmente um texto que diz o que você deve fazer para desenvolver um software livre. É, resumidamente, um documento que garante a prática e existência do mesmo. Sua filosofia, consiste em defender vários pontos, dentre as quais, destacam-se os mais importantes abaixo:

  • Liberdade para executar um programa para qualquer finalidade;
  • Liberdade para estudar um programa, e adaptá-lo às suas necessidades;
  • Liberdade de distribuir cópias e assim ajudar um colega, uma instituição qualquer;
  • Liberdade de melhorar o programa e entregá-los à comunidade.

Para um software ter licença GPL, deve seguir essas quatro liberdades. Esta é uma licença pertencente à Free Software Fundation, que como o próprio nome diz, é uma organização que trabalha em prol do software livre. É válido dizer que o conceito de software livre não se aplica somente ao Linux. Qualquer programa, independente da plataforma, pode ter código aberto. O navegador de internet Mozilla por exemplo, possui código fonte disponível tanto para Linux como para Windows e outros sistemas operacionais.O software livre, sem dúvida, é essencial não só para a concepção e uso de programas, mas também por ser de grande importância em pesquisas e avanços tecnológicos, principalmente em países com problemas sociais. Larry Wall, criador da linguagem de código aberto Perl, disse exatamente isso numa entrevista concedida à revista Info Exame, no Fórum Internacional do Software Livre, realizado em Porto Alegre no mês de maio de 2003: “… para nós, dos EUA, escrever software de código aberto é quase um luxo, mas para muitos no resto do mundo é o único caminho acessível para o futuro”.

Wall tem toda a razão. Imagine as vantagens que países com problemas financeiros podem ter com a adoção de softwares livres. Além de ter um sistema operacional muito confiável, o custo é baixo, o que permitirá, até mesmo, a inclusão digital para muitos que nem contato com computadores tem. Teriam um sistema operacional e programas de extrema qualidade, avanços na educação, formação de profissionais e contariam com todo o apoio da comunidade Linux. Para quê gastar milhões em dinheiro em softwares pagos (e limitados), “com prazo de validade”, sendo que este dinheiro poderia ser investido em outros setores? A adoção do Linux tem um custo muito baixo. A implementação desse sistema pode sair muito mais barata do que a implementação de sistemas proprietários.

As vantagens do software livre são inúmeras. Além dos exemplos já citados aqui, há muitos outros. Qualquer programador experiente sabe, por exemplo, que todo programa está vulnerável a bugs (falhas no código-fonte). Isso acontece com qualquer software em qualquer plataforma. No caso do Linux, quando um bug é descoberto, o mesmo é rapidamente corrigido, simplesmente porque a comunidade vai trabalhar em cima deste erro e somente encerrarão o trabalho quando comprovarem que a falha já foi devidamente corrigida. Como exemplo disso temos o servidor Apache, que é usado em mais de 60% dos servidores web no mundo. Quando uma falha é

descoberta, a correção é tão rápida que não é impossível que uma atualização esteja disponível antes mesmo de um site noticiar o bug. Ao contrário do que acontece com o servidor Internet Information Server, da Microsoft: um bug demora até meses para ser solucionado (e se solucionado!).

Pelo texto acima, fica claro que software livre é muito mais do que software gratuito. O futuro do software livre tende a ser cada vez mais promissor. Um número cada vez maior de pessoas e empresas estão conhecendo o Linux e suas vantagens. O software livre, conseqüentemente, só tende a crescer e se tornará tão presente em nossas vidas a ponto de virar uma evolução da computação propriamente dita.1

O Sistema Operacional disponível nos computadores oriundos do Ministério de Educação e Cultura – MEC para as escolas PROINFO2 é o Linux Educacional 3.0 ou semelhante, mas sempre de software livre e pode ser instalado gratuitamente nos computadores do Programa Beija-flor.

1Escrito por Emerson Alecrim – Publicado em 27/03/2003 – Atualizado em 10/12/2004

2PROINFO – Programa Nacional de Informática na Educação – Secretaria de Educação a Distância – MEC

dez
18

DO ARTESANATO AO ARTEFATO

Muito empenho e tecnologia são necessárias para que o Projeto Fazenda do Potreiro se torne uma realidade. O uso das tecnologias deve ocorrer de forma contextualizada e que seja fonte de crescimento humano sustentável para o projeto. Para a Tecnologia de Informação e Comunicação o projeto Beija-flor se encarrega de instalar computadores usados cedidos pela Caixa Econômica Federal. Também conecta os parceiros à Internet por meio de antenas GESAC. OPrograma de Inclusão Digital Beija-Flor promove ações de inclusão digital e devem ser encaradas como algo maior que simplesmente disponibilizar recursos de tecnologia da informação e da comunicação (TICs). A face social desses projetos reflete diretamente na motivação e no comportamento daqueles que buscam nos telecentros, um local que possibilite novas perspectivas de relações sociais, econômicas e políticas, onde o valor maior reside no exercício da cidadania e na melhoria da qualidade de vida.

Integrar comunidades, incrementar renda, gerar massa crítica, oportunizar novas colocações no mercado de trabalho, dinamizar o acesso a informações e conhecimentos capazes de ampliar os horizontes das pessoas. Esses são alguns dos preceitos que movem o Programa Beija-Flor. O Programa Beija-Flor motiva seus usuários ao uso consciente e cidadão dos recursos disponíveis, buscando, sobretudo, protagonistas da vida política e social do país.

O Sistema Operacional instalado Nos computadores do Projeto Beija-flor é um software livre GNU/Linux que reduz o custo de compra e instalação a um valor mínimo sem perda de qualidade ou criação de ônus aos usuários.

1Escrito por Emerson Alecrim – Publicado em 27/03/2003 – Atualizado em 10/12/2004

2PROINFO – Programa Nacional de Informática na Educação – Secretaria de Educação a Distância – MEC

dez
18

ACREDITAR NA EDUCAÇÃO

O projeto da Fazenda do Potreiro parte do princípio de acreditar na educação como único meio para a formação e construção do conceito de cidadania em todas suas variantes no que diz respeito a direitos e deveres. As novas e antigas tecnologias não serão recursos disponíveis apenas nos grandes centros e nem serão responsáveis por si próprias pela inclusão social ou inclusão tecnológica. O que acontece nesta abordagem é que não será mais necessário deslocar-se a grandes distâncias para se ter acesso a recursos aparentemente banais para alguns como um simples telefone ou o envio de um e-mail. Estes recursos estrão a disposição no próprio ambiente de trabalho e residência desse crupo social.

Neste processo equipes e parcerias multidisciplinares podem se encarregar de pensar e desenvolver abordagens pedagógicas na práxis, de aplicabilidade imediata nos assentamentos e nas comunidades como um todo.

Dentro desse contexto a equipe responsável pelo projeto apresenta a proposta de integração de vários elementos disponíveis na comunidade associados a conquistas tecnológicas para melhor aproveitamento do potencial humano e da terra onde vivem, em novas formas de desenvolver o aprendizado e a comunicação entre as pessoas sejam elas da cidade ou do campo, tenham elas formação acadêmica ou não, o que importa são as diferenças que enriquecem o patrimônio cultural deste país, não em guetos mas na troca de experiências e no convívio profissional e social. O desejo é que se crie autonomia na comunidade para gerenciar seu próprio potencial e seus interesses por meio dos recursos tecnológicos que se colocam à disposição com este projeto.

Aos moradores da comunidade rural ou da comunidade urbana que se integrem ao projeto criam-se oportunidades de lazer, desenvolvimento econômico, instrução, formação, possibilidades de qualificação profissional e acesso a informação como citamos abaixo:

  • alfabetização para jovens e adultos
  • ensino fundamental para jovens e adultos
  • ensino médio para jovens e adultos
  • formação continuada
  • educação a distância
  • agricultura familiar
  • plantas medicinais
  • produtos artesanais
  • agricultura orgânica
  • energia alternativa
  • qualificação profissional( como cabeleireiro e manicure panificação corte e costura, estilismo, cozinha)
  • filmes
  • teatro
  • dança
  • artes
  • artesanato
  • medicina alternativa
  • cozinha alternativa
  • empreendedorismo (como fabricação de queijos, geléias, doces, massas, sabão, sabonete)
  • resgate histórico cultural/folclore
  • viveiros de plantas nativas e frutíferas
  • cultivo de flores e hortaliças
  • reciclagem de óleo de cozinha (projeto do Estado de Santa Catarina)
  • compostagem
  • oficinas de música
  • turismo rural (como assentamento modelo a partir das oportunidades que se apresentam com a criação do centro de Formação herança do Contestado)
  • atividades agro-ecológicas/biodiversidade
  • acesso à Internet (serviços, lazer, música, arte, comunicação, cursos, concursos, oferta de serviços, empregos, oportunidades de trabalho, relacionamentos, pesquisas e um universo inteiro de possibilidades)
  • serviços domésticos
  • outras
dez
18

Aula na ESAG-UDESC

O Projeto Fazenda do Potreiro surgiu a partir do que chamamos oportunidade, necessidade, e viabilidade.

Em 2009 o Núcleo de Tecnologias Educacionais de Mafra – NTE Mafra SC – foi convidado a participar de um curso de Gestão de Telecentros Comunitários do Projeto Futurus, em Florianópolis, SC tendo como entidade executora a Associação Horizontes.

Uma das atividades para a conclusão do curso compreendia a elaboração de um projeto social. Essa era a oportunidade. Havia há algum a constatação da necessidade de instalação de computadores para a comunidade na escola agrícola e uma conexão à rede mundial de computadores para a comunidade da fazendo do Potreiro e o NTE de Mafra buscava parceiros para esse projeto na GESAC e no projeto social Beija-flor de criação de telecentros.

A viabilidade aconteceu com a parceria do INCRA representada pela funcionária Samara da Secretaria da Agricultura de Santa Catarina. Samara nos explicou que havia recursos para os assentamentos, para os descendentes de quilombolas, para pescadores e outras comunidades. Bastarias eleborarmos um projeto e buscarmos as parcerias. A antiga ideia transformou-se em possibilidade. A necessidade existe há algum tempo, mas somente no curso oferecido pela Associação Horizontes vimos uma chance das parcerias com o Programa de Inclusão Digital Beija-Flor, desenvolvido pela Secretaria da Agricultura e Desenvolvimento Rural, Caixa Econômica e outros vimos a chance de que esse desejo se tornasse realidade.

Estávamos no lugar certo, na hora certa, com as pessoas certas.

A opção pela Fazenda do Potreiro foi unânime no grupo de cursistas do NTE de Mafra.

São aproximadamente 570 pessoas no total: comunidade de agricultores, assentados do Movimento dos Sem Terra, alunos e professores que permanecem em período integral na escola agrícola Prefeito José Schultz Filho.

O professor José Francisco Woehl, funcionário efetivo das duas instituições prontificou-se em fazer a ponte entre a Escola Agrícola, NTE, o assentamento e a comunidade, como um dos idealizadores do projeto para obtenção de dados.

Em setembro de 2009 a direção da Escola agrícola Prefeito José Schultz Filho de Mafra retirou a oferta de sediar o Centro de Formação na antiga Casa Familiar Rural que está desativada, por motivos administrativos, mas fez questão de ressaltar que continuaria parceira do projeto.

Por decisão dos envolvidos transferimos a futura sede do centro de formação para a propriedade do Assentamento Herança do Contestado, na mesma localidade de Fazenda do Potreiro. Também por opção unânime foi escolhido o nome de Centro de Formação Herança do Contestado para este primeiro pólo do Projeto Fazenda do Potreiro.

A partir desse momento o projeto ampliou-se e ganhou forma. Da ideia inicial de aproveitarmos uma antiga casa familiar rural desativada, no espaço da escola agrícola de Mafra, para criarmos um centro de formação conectado à Internet, com seis computadores doados pelo Beija-flor passamos a contar com parcerias valiosas e efetivas como o INCRA, a Universidade do Contestado de Mafra, a Prefeitura Municipal de Mafra e outros parceiros em potencial como a Eletrosul, o Proinfa e outros.

Dessa forma consolida-se o Projeto Fazenda do Potreiro, agora com ares de programa cujo objetivo é promover a formação e qualificação das comunidades rurais e assentamentos, materializado pelos parceiros que se propuseram e se comprometeram em tornar realidade esse projeto aplicando diferentes recursos para o desenvolvimento das comunidades num ambiente moderno e apropriado para o acesso à formação e à informação dos que procurarem por aquele espaço.

Mais do que modernidade tecnológica no assentamento rural o que apresentamos é a inovação no conceito de integração entre pessoas que passam a ter acesso aos melhores e mais avançados recursos tecnológicos num ambiente aberto a quem interessar no interior rural do município sem precisar de deslocamento para o centro urbano. É o cidadão urbano que pode buscar formação de forma igualitária no centro rural.

Sobretudo materializa-se o acesso aos serviços que o cidadão têm direito não importa em que local ou situação esteja.

dez
17

NÚCLEO DE TECNOLOGIAS EDUCACIONAIS DE MAFRA – SC

NTE MAFRA – ntemafra@sed.sc.gov.br

Jose Francisco Woehl. Formado em Filosofia e Gestão Ambiental. Especialização em Tecnologias Aplicadas à Educação. Trabalha como professor de História no Ensino Fundamental e técnico multiplicador no NTE de Mafra.
José Francisco Woehl – jofrawo@gmail.com

Celso Kachimareck natural de Major Vieira, mora em Mafra. Formado em Artes Plásticas e Artes Práticas. Especialização em Gestão das Tecnologias Aplicadas à Educação e em Gestão Escolar. è professor de Artes no Ensino Médio e é técnico-pedagógico no NTE de Mafra.

Celso Kachimareck – celso.kachimareck@gmail.com

Hilda Maria Sprotte Costa

Natural de Rio Negrinho, SC. Formação: Biologia. Pós-graduação em Metodologia do Ensino Superior e em Gestão de Tecnologias Aplicadas à Educação. Multiplicador de tecnologias educacionais no NTE de Mafra.

sprottecosta@gmail.com

Maria Suzete Neumann, natural de Santa Cecília – SC. Formação em Pedagogia, especialização em Gestão de Tecnologias Aplicadas à Educação e Metodologia do Ensino Superior. Auto-didata em Arte-educação. Professora nos cursos de pós-graduação com as disciplinas de Arte-educação  e Tecnologias Educacionais. É técnico-multiplicador no NTE.
Coordenador no NTE Mafra- neumann.mariasuzete@gmail.com

Os Núcleos de Tecnologia Educacional estão em todo o País. Foram criados pelo Programa Nacional de Informática na Educação (ProInfo/MEC) que já montou mais de 400 núcleos de tecnologia educacional (NTEs) no País. Os núcleos contam com equipe interdisciplinar de professores e técnicos qualificados para oferecer formação contínua aos professores e assessorar escolas da rede pública no uso pedagógico e na área técnica (hardware e software). Os NTEs são braços da integração tecnológica nas escolas públicas de ensino básico.

O estado com maior número de núcleos é São Paulo (94), seguido do Paraná (35), e do Rio Grande do Sul (33). Apesar de montados pelo ProInfo com equipamentos adquiridos pelo Ministério da Educação, os núcleos estão subordinados às secretarias de educação. Alguns governos estaduais assumiram os NTEs como parte de sua estrutura. A partir daí, ampliaram a iniciativa, segundo Antônio Carlos Carvalho, coordenador-geral do Departamento de Infra-Estrutura Tecnológica (Ditec) da Secretaria de Educação a Distância (Seed/MEC).

Na Região Sudeste, estão instalados 148 NTEs; na Nordeste, 96; na Sul, 83; na Centro-Oeste, 47; na Norte, 44. “Para o MEC, interessa que os NTEs sejam ampliados e funcionem bem”, disse Antônio Carlos. Além de capacitar profissionais para prestar suporte pedagógico e técnico às escolas, os núcleos são utilizados para pesquisas, reciclagem de conhecimentos e disseminação de experiências pedagógicas.

Participação — Para participar do ProInfo, a escola deve apresentar à coordenação estadual do programa, na Secretaria de Educação do estado, um projeto político-pedagógico de uso das tecnologias da informação e comunicação (TIC) na educação e formalizar o compromisso de prover a infra-estrutura para o adequado funcionamento dos núcleos.

O ProInfo foi criado em abril de 1997 para promover o uso pedagógico da informática na rede pública de ensino fundamental e médio. O programa é responsável pela doação e instalação de computadores nas escolas públicas de educação básica, as quais passam a contar com a assistência dos NTEs. Mais informações pelo telefone (61) 2104-8961 e na página eletrônica do ProInfo.

Súsan Faria1

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dez
17

A VISÃO

A qualidade das relações sociais em todos os níveis constitui-se como fator primordial de sustentabilidade para o planeta, para o desenvolvimento da humanidade e como iniciativa de responsabilidade social na tentativa de gerar oportunidades em igualdade de condições na atualidade.

A concepção do projeto Fazenda do Potreiro está firmemente voltada para a inclusão social e propõe criar oportunidades de qualificação profissional por meio das tecnologias de comunicação e inovação, de outras tecnologias e por meio de ações coletivas e parcerias.

A integração entre os que têm oportunidades e os que ainda estão às margens do desenvolvimento humano e tecnológico é o maior desafio. Com esse propósito, as tecnologias de qualificação humana e profissional apontam para produção, preservação do meio ambiente e o início de proveitosas ações e relações, da geração e ampliação de riquezas econômicas e sociais no próprio local onde o homem do campo reside e sub exite por si próprio sem contar com o apoio do poder constituído num ciclo de eterna espera de que sua situação um dia possa melhorar como que por milagre, sem ação, sem propósito, sem investimentos, sem metas.

Cremos, entretanto que somos capazes de motivar o indivíduo e sua comunidade a serem autores de sua própria história e a explorar a importância do saber acumulado pelas gerações em todas as dimensões de sua vida e de seu trabalho em possibilidades ilimitadas de crescimento e aprendizagem.

O projeto Fazenda do Potreiro reconhece que a igualdade de oportunidades e não apenas as tecnologias possibilitarão o crescimento humano e a integração social nos assentamentos rurais e nas comunidades de seu entorno. Por esse motivo desenvolveu o conceito de Inclusão Social às Avessas em que os moradores dos assentamentos e das comunidades rurais compartilham o conhecimento gerado por meio das tecnologias em suas comunidades e assentamentos com os centros urbanos em forma de cursos, capacitação, qualificação profissional e convivência social em seu próprio meio.

Dessa forma o Projeto Fazenda do Potreiro é instrumento de combate ao preconceito, à criação de guetos estigmatizados e à desinformação que caracterizam as relações com produtores rurais assentados em todo o país da mesma forma que combate qualquer preconceito que possa haver nos assentamentos em relação ao homem urbano.

Numa abordagem simples, direta e acessível o Projeto Fazenda do Potreiro busca criar um ambiente de formação e qualificação onde a troca de experiências, a prática e a tecnologia podem promover a valorização e o desenvolvimento por meio das conquistas tecnológicas.

a) ETAPAS DO PROJETO CONSTRUÇÃO

  1. Elaboração do Projeto Construção do Centro de Formação: Prefeitura Municipal de Mafra
  2. Escolha do local para a construção: agricultores do assentamento
  3. Levantamento topográfico da área para a construção: INCRA
  4. Verbas para a construção: INCRA
  5. Parceiros na obra de construção: agricultores do assentamento

Concluídas estas etapas outras começam com a aquisição mobiliário e do equipamento destinado aos cursos do centro de formação.

nov
26

Autoridades e assentados se reuniram para buscar inclusão digital e social em

Espaço comunitário do AssentamentoHerança do Contestado

Mafra.

nov
14

GESTÃO TELECENTROS

Grupo dos novos Gestores de Telecentros.

gestão telecentros2

Composição da mesa

O Núcleo de Tecnologia Educacional de Mafra foi convidado a participar de um encontro em Florianópolis promovido pela ONG Horizontes para Gestão de Telecentros no mês de julho de 2009.  Os multiplicadores Celso, Hilda, José e Suzete aceitaram o convite. Durante o curso surgiu a idéia de criar um telecentro na comunidade de Fazenda do Potreiro em parceria com o Assentamento Herança do Contestado, Escola Agrícola Prefeito José Schultz Filho, e moradores da localidade em  torno da escola agrícola. A princípio a idéia original era instalar os computadores numa numa sala da escola. Para evitar a limitação de uso aos horários da escol;a optou-se pela possibilidade de instalar o projeto na antiga Casa Familiar Rural, dentro do pátio da escola,  atualmente desativada, mas que se prestaria perfeitamente para o projeto incluindo sala para o laboratório, cozinha para cursos, banheiros, sala para exibiçao de filmes ou palestras e  para os cursos. Participaram da primeira reunião multiplicadores do NTE, representante do CEDUP que iniciou o Ensino Médio na instituição este ano, professores e direção da escola agrícola, representante do clube de mães e representante do assentamento. Por se tratar de um projeto em parceria com o assentamento  outras possibilidades se abriram em potencial como o INCRA, a Prefeitura Municipal de Mafra, A Secretaria da Agricultura, a Secretaria Regional de Desenvolvimento de Mafra.  Na primeira visita da representante da Secretaria da Agricultura a escola agrícola retirou a possibilidade de instalar o Telecentro na antiga casa familiar rural, mas confirmou a intenção de continuar no projeto com outras participações já que havia sido comunicada de uma reforma na escola agrícola e da instalação de um laboratório de informática numa das salas da escola.

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